Os anos passaram. E já no começo dos anos 90 ele reapareceu na minha vida em um flipperama. Entrei no local que costumar jogar e do lado de uma máquina havia uma sacola. Peguei, olhei, e o adivinhem o que tinha lá dentro?
Um pequeno demônio no meu ombro disse... Olha só! Pega para você! Mas no outro ombro um anjinho dizia Deixa no caixa! O dono deve votar em breve. Faça a sua boa ação do dia!
E, então, a boa samaritana deixou o disco no caixa. A moça não deu a mínima! 😂
Mas fiz o que achei certo. Estava com a minha consciência limpa.
Então, lá veio o CD. E continuei sem o The Wall.
Chegam os anos 2000, e com o novo milênio os downloads de música e depois o streaming.
Então, na segunda década do novo século, vem a volta do vinil. Eu costumava ir quase todas as semanas na Livraria Cultura. E foi lá que comecei a ver as velhas bolachas voltando lentamente as prateleiras. E comecei a desejar voltar a comprar e ouvir discos de vinil novamente.
Nunca fui uma cria dos CDs. Eu gostava das bolachas e guardei todos os nossos discos que ainda tínhamos. Não eram poucos. Na casa dos 300. Mas The Wall não era um deles.
Finalmente comprei, creio,que a edição importada de 2013. Finalmente ele estava de volta. Em alguns momentos ele impressionava. Mas havia estalos que me incomodavam...
Então, um rapaz apareceu com discos do avô que tinha falecido para vender. Tudo discos novíssimos como não se encontra mais. Adivinhem o que ele tinha? A edição nacional de The Wall de 1979. Novíssimo! E eu amei ela! Rodava direto, perfeito. Não acredito que um dia encontre novamente uma cópia como aquela.
Sim. Naquele momento eu estava com uma cópia nacional e internacional.
Bom, aí veio a hecatombe da minha vida que não vou comentar aqui. Não vale a pena. Digamos apenas que confiei em alguém que não merecia confiança e lá se foram 400 dos meus melhores (e mais caros) discos para as mãos de vendedores aqui da cidade sem que eu soubesse, consentisse ou visse um centavo.
E lá se foram os dois The Wall.
Bem, então essa é a QUINTA vez que esse álbum entra na minha vida. E a quarta vez que compro ele. Novo, importado. Lacrado.
Eu gostaria mesmo é de ter uma cópia nacional como a que já tive, mas não estou a fim de pagar 400 reais ou mais por uma cópia que o vendedor diz estar perfeita e na verdade está VG com sorte. Ainda mais quando se consegue um 180gr novo, importado, pela metade do preço. Vamos com calma... Talvez um dia.
O importante é que, agora, nesse momento, esse volta para casa. ❤️







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